quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Depressão, o mal do século.

A depressão é uma doença que está ganhando cada vez mais espaço à nível mundial. Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde) cerca de 1/3 das pessoas em todo o mundo já tiveram depressão pelo menos um vez na vida. E o pior, a maioria não sabe o que teve.

A depressão é uma doença debilitante e que tem enorme prejuízo econômico e social. Afastamentos no trabalho, perda de produtividade, idas ao médico, preocupação da família e etc. Tudo isso leva a um custo governamental/empresarial, a um custo social para a família e amigos, e psicológico para o doente.

Como qualquer doença, ela tem uma causa. Podendo variar conforme a situação: seja problemas na família, problemas financeiros, problemas de saúde... Resumindo, são os problemas postos de uma forma crônica os grandes desencadeadores da depressão. Diferente do que muitos pensam, depressão não é tristeza crônica, e sim ausência de sentimentos, a famosa apatia, onde o indivíduo encontra-se "robotizado" e mal responde aos estímulos externos. Onde momentos felizes não tem a mesma intensidade, ou momentos tristes que não possuem o mesmo peso. Tudo fica mais ameno, em uma linha média. Tudo fica apático.

Inicialmente a depressão vem sob a forma de grande tristeza, agonia ou tentativa de sair de uma situação. O início dela é de luta, onde os sentimentos ficam à flor da pele. Mas quando a luta cessa sem resultados, o que domina é a apatia. E através dela podemos verificar se quem está a nossa volta sofre de depressão.



Os primeiros sinais da depressão são:

  1. Perda de interesse pelas atividades que antes eram prazerosas (ex.: ler, caminhar, sair, praia, cinema etc.)
  2. O indivíduo tende a se isolar e a falar pouco. Tendo um discurso rápido e com poucas palavras.
  3. Sono desregulado e com poucas horas de dormida (em crianças/adolescentes acontece o oposto).
  4. Distúrbios na alimentação, onde pode-se comer pouco ou em excesso.
  5. Dificuldade de concentração e perda do rendimento no trabalho/escola.


Como tratar a depressão?

O primeiro passo para tratá-la é reconhecer que você está está doente. O próximo passo é procurar um psicólogo, e dependendo do caso um psiquiatra.

O psicólogo tem um papel chave no tratamento da depressão, onde o dever do psiquiatra é receitar a medicação para "agilizar" o trabalho feito pelo psicólogo. Sem um psicólogo a doença tende a se estender. É um erro muito comum tratar um paciente sem ajuda psicológica, esperando que a medicação faça por si só todo o trabalho. Esse tipo de situação acontece mais em pacientes que dependem do SUS, onde conseguir um psicólogo é uma tarefa árdua. Está bem documentado que psicólogo + medicação tem um desfecho bem mais favorável do que apenas a medicação.

O Brasil, infelizmente, não dá a devida importância para o avanço da doença. Entre 2000 - 2012 houve um aumento de mais de 10% nas morte por suicídio no país.http://infograficos.oglobo.globo.com/sociedade/mapa-da-taxa-de-suicidio-no-mundo.html

Olhando através de uma ótica mais biológica, a depressão é resultado da diminuição de três hormônios no cérebro: a serotonina, noradrenalina e dopamina. A grande maioria dos anti-depressivos utilizados atuam aumentando a concentração desses hormônios que estão em falta. Dos três, a serotonina é o mais importante e o mais bem estudado. Por esse motivo a grande maioria dos médicos receitam os chamados inibidores da recaptação de serotonina (IRS) para seus pacientes. Tanto pelo fato deles serem mais certeiros e atuarem aumentando a concentração de serotonina, como pelo fato de apresentarem menos efeitos adversos.



Muitas vezes a depressão pode ser acompanhada por outras doenças, tais como a ansiedade generalizada, onde o indivíduo tem medo do futuro, e tem o pensamento fixo de que tudo vai dar errado ou que algo de ruim vai acontecer à ele. A psicose pode ser outro sintoma que pode aparecer, onde o indivíduo tem um pensamento fixo de perseguição. Por sorte, tanto a terapia com o psicologo como o uso dos anti-depressivos conseguem auxiliar na cura dessas doenças agregadas.

Lembre-se sempre, depressão não é frescura. É uma doença, e como qualquer outra, precisa ser tratada.

Fontes: https://www.nimh.nih.gov acesso: 23/10/2016

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